Amanhã é o dia decisivo. Depois de mais de uma semana de flyers, cartazes, caras conhecidas e menos conhecidas no átrio de entrada da Faculdade, os estudantes de Letras são chamados às urnas.
Ao longo destes dias, a Lista U tentou dar a mostrar o seu projecto. Poderia aqui retomar aos chavões - tão reais - da campanha (sermos um projecto de provas dadas, sermos um hiato de gente nova e de experiência, entre outras). Mas não. O que a Lista U deseja, mais do que o voto nesta lista, é que as pessoas, efectivamente, votem. Se pensarmos em 1969, em que o desejo de voto era tão almejado, hoje em dia, o progressivo desinteresse dos estudantes na causa de faculdade, na vida de universidade é preocupante. Claro que muitos podem argumentar que estão aqui para estudar, tirar um curso e tentar sobreviver no mundo lá fora. Não obstante, essa visão é exactamente uma das celeumas da nossa sociedade, que atravessa uma crise de valores e que devemos combater com posturas e ideias válidas. Devemos aproveitar este privilégio que é o Ensino Superior para crescermos em todos os aspectos, mas sobretudo formarmo-nos. Enquanto cidadãos, enquanto pessoas críticas e atentas, enquanto observadores, enquanto promotores da ordem e mudanças sociais, muito em especial numa faculdade em que o pensamento humanístico é potenciado.
Se isto vos parece desviar da temática eleições, pensem nos cartazes que deixaram por ler, nas ideias que deixaram de ouvir, nos eventos a que faltaram por não olharem para as paredes, na voz que deixaram de ter quando algo estava mal. Sim, existe uma relação entre tudo isto. Obviamente, é possível advogar que existem representantes para este efeito. Porém, o dirigente associativo, per si, não pode ser a mudança sozinho. Uma revolução não se faz sem cravos e todos os cravos são precisos. Os cravos são todos os estudantes. O dirigente associativo e a Lista U em particular sempre estiveram aqui. Conhecem muitas das nossas caras. Outro número igualmente grande é desconhecido. Contudo, asseguro-vos que, quer ganhemos quer percamos, vamos continuar aqui a secundar-vos no que precisarem, a ouvir-vos e a pujar, sempre, pela defesa intransigente do estudante da Faculdade de Letras.
Muita coisa se poderia dizer, muito se poderia discorrer sobre este assunto. No entanto, é tempo de aclarar os pensamentos, finda a campanha eleitoral.
Ousem votar em qualquer uma das listas, exprimir a palavra. Ousem crescer e intervir num futuro que é vosso e só vosso. Ousem mudar a sociedade, começando nesta génese de progressão que é esta fase.
Só assim, a sorte estará do vosso lado. Porque a sorte protege os audazes.
Pela Lista U
Ana Beatriz Rodrigues
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